A MAÇONARIA E O ISLAM (parte I)

Os estudos de ESOTERISMO são ignorados e achincalhados porquê a ignorância grassa à solta, notadamente no Brasil. O que é o ESOTERISMO, o GNOSTICISMO e o MISTICISMO, suas correntes e influências ensino no curso CRISTIANISMO HETERODOXO E INICIÁTICO. O assunto é sério, seríssimo! Para o momento, basta dizer que sem o estudo dessa temática é impossível entender o que hoje se chama de Nova Ordem Mundial, entre outros aspectos.

Um aluno nosso me falou que Olavo de Carvalho no seu curso “Esoterismo na História e Hoje em Dia” afirma as conexões entre o Islam e a Maçonaria. É fato inconteste que Carvalho há muito alerta para a obra de René Guénón e a influência da mesma na construção e na inserção discreta do Islam na cultura ocidental, conexão histórica negada por uma corrente européia e internacional que sequer admite a existência de movimentos revolucionários penetrados no terreno político, cultural, financeiro, etc. A obra de Guénón visa trazer um retorno aos princípios tradicionais que o ocidente esqueceu. De saída, algumas perguntas devem ser feitas a essa afirmação: 1) o que seriam esses “princípios tradicionais”; 2) pelas mãos de quem eles penetrariam na cultura e sociedade ocidental?; 3) esses princípios fazem parte da cultura ocidental e cristã, ou não?; 4) a absorção desses “princípios” altera, ou não, radicalmente a fisionomia da cultura ocidental e cristã?; 5) o ocidente precisa abrir mão de algo para inserí-los?… Perguntar é muito mais importante do que responder. A questão não está na resposta em si, mas, sim no caminho que a pergunta enceta e conduz.

Oras, a influência de Guénón não se restringe à Europa. No Brasil, é deveras consabido as ligações estreitas de Guénón endereçada a seu amigo e tradutor brasileiro, o fazendeiro Fernando Guedes Galvão, introdutor das obras de Guénón no Brasil. Sobre essa ligação e os interesses de Guénon na Maçonaria, transcrevo um trecho do artigo (cujo link para o conteúdo completo disponibilizo abaixo) do Irmão Ricardo Mário Gonçalves de Janeiro de 2004 disponível no site da própria Grande Loja Maçônica do estado de São Paulo e deixo para reflexão:

“Em 7 de janeiro de 1951 falecia no Cairo o Irmão René Guénon, um dos mais importantes pensadores maçônicos do século XX, e profundo conhecedor das tradições espirituais do Oriente e do Ocidente. De 1929 até 1950 manteve o grande tradicionalista francês correspondência com um amigo brasileiro, o fazendeiro Fernando Guedes Galvão, residente em Amparo, SP, que o havia conhecido pessoalmente em Paris. Na carta nº 23 da correspondência Guénon – Galvão, datada do Cairo a 12 de novembro de 1950, o pensador francês menciona explicitamente a G.L.E.S.P.: – Estou muito curioso de saber o que o Sr. pôde constatar no que concerne à Grande Loja de São Paulo e às tendências que existem nesse meio; seria de desejar que elas fossem favoráveis, mas, bem entendido, de maneira nenhuma sei o que poderá ser… Em sua derradeira missiva a Galvão (carta nº 24) datada do Cairo a 23 de novembro de 1950, a menos de dois meses antes de sua passagem para o Oriente Eterno, Guénon retoma a questão, cobrando de seu correspondente brasileiro informações sobre a G.L.E.S.P. com uma certa impaciência: – O Sr. não me disse ainda se pôde estabelecer contacto com a Grande Loja de São Paulo, como era sua intenção. Eu estaria muito interessado em saber do que se trata, e, em caso afirmativo, qual a impressão que o Sr. teria tido desse meio. Vemos, através dessas linhas, que o Irmão René Guénon, que muito se bateu pela salvaguarda dos aspectos espirituais e tradicionais da Maçonaria, praticamente passou para o Oriente Eterno com os olhos postos na G.L.E.S.P., nutrindo talvez a esperança de que ela viesse a se constituir em um baluarte de defesa dos mais autênticos princípios da Ordem Maçônica” (in: GONÇALVES, Ricardo Mário – A Maçonaria Brasileira na Correspondência Guénon – Galvão, em Cadernos de Pesquisas Maçônicas – 11, Londrina, A Trolha, 1996, pp. 93 – 99).

Link para Print do site:  Irmão Mário Behring Fundador das Grandes Lojas Brasileiras

25 de julho de 2017

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