ILHAS MÍTICAS DO IMAGINÁRIO LUSO – Arguim

ARGUIM

Nuno Tristão deparou, em 1443, com um grupo de três ilhotas, entre a costa do Saará e a do Senegal, as quais baptizou com este nome. O Infante D. Henrique haveria de ordenar a construção de uma fortaleza neste arquipélago, para assegurar a segurança do entreposto e as prerrogativas da Ordem de Cristo, que ali passou a ser detentora de uma comenda das que pagavam os três quartos, avaliada em 25 mil réis na centúria de quinhentos.

Arguim numa Carta de Sebastião Lopes (c. 1565)

Os madeirenses vêem nestas ilhas, que se avistam para os lados do Porto Santo, o refúgio de D. Sebastião após Alcácer Quibir e, ainda em tempos recentes, os pescadores afirmavam serem frequentemente surpreendidos pela visão da ilha Encoberta na linha do horizonte. Alfredo de Freitas Branco, por seu turno, sublinha que:

“[…] a credulidade popular é tão sincera e espontânea que todos os anos, na noite de S. João, quando o povo [da Madeira e Porto Santo] desce do arraial, e vai ao mar ver a sua sombra ou ouvir os clamores distantes da Cidade Encantada [que sobe “à flor da água”], perdidos entre o marulhar das ondas, é vulgar soarem as trovas regionais, invocando o Rei D. Sebastião e pedindo-lhe que deixe o seu encantamento de Arguim […]” (107 Cf. Alfredo de Freitas Branco, Algumas lendas e alguns monumentos do Arquipélago da Madeira, in Arqueologia e História, v. 3 (1924), p. 155-15)

 Fragmento do livro GUIA TEMPLÁRIO DE PORTUGAL: A DEMANDA DAS ILHAS MÍTICAS, Gandra, Manuel J., novembro 2016

12 de julho de 2017

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