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A PROIBIÇÃO DOS ESTUDOS DE MISTICISMO, OCULTISMO E ESOTERISMO OCIDENTAIS.

O CONSELHEIRO ACÁCIO- falácias e manipulações nas mídias sociais.

Tema: A PROIBIÇÃO DOS ESTUDOS DE MISTICISMO, OCULTISMO E ESOTERISMO OCIDENTAIS.

Compartilho os acurados comentários de Rochelle Milovic no vídeo de hoje do O CONSELHEIRO ACÁCIO: A PROIBIÇÃO DOS ESTUDOS DE MISTICISMO, OCULTISMO E ESOTERISMO OCIDENTAIS

1) A tradição oral na Filosofia Antiga foi muito mais importante do que a tradição escrita, justamente porque a tradição oral, esotérica, se passa de discípulo a discípulo, enquanto que a tradição escrita sai da esfera do autor e roda o mundo sem ter quem a defenda. Esta é a posição de Sócrates no Fedro. Nem Sócrates, nem Pitágoras, nem Pirro, nem Tales deixaram nada escrito. Isso foi proposital.

2) Inclusive, amigo, o que as sociedades secretas advogam é o fato de serem justamente este depósito da tradição oral de saberes antigos. A distinção entre esotérico e exotérico residiria justamente nisso: há um saber que pode ser divulgado e um outro que não pode sê-lo, que não pode cair em mãos erradas. Quando alguém se disponibiliza a pesquisar este esotérico está fazendo um grande favor, inclusive à cristandade, deixando que tudo fique às mostras.

3) A programação de nossa vida não pode ser fundada apenas a partir da noesis. A realidade não é como pensamos. Há uma realidade noemática que independe de nossas programações psíquicas. Pavel Florenski nos ensina a fazer uma ascese da noesis, ou seja, deixar morrer todas as nossas expectativas psíquicas para atingirmos as coisas. Assim, há um conteúdo noemático, ou seja objetivo, mesmo naquilo que rejeitamos. E possuindo este conteúdo nomeático ele é objeto de conhecimento, gostemos disso ou não.

Os temas ESOTERISMO, OCULTISMO, MISTICISMO, HERMETISMO, ALQUIMIA, ASTROLOGIA, GNOSE, ETC constituem faces de um prisma cuja ordem (de conjunto, ou não) e unidade devem ser apreendidas. Ou seja, sem a clareza da totalidade e da unidade do conhecimento e do sistema a eles inerente é IMPOSSÍVEL entender o que quer que seja desses assuntos. O máximo que se consegue e, de modo bastante eficiente, é uma panacéia, um caos generalizado.

No Brasil, esses assuntos são tratados como sendo uma única e mesma coisa.


Para aprender qualquer coisa, e aprender a sério, é preciso aprender com método para que as coisas façam sentido. Aprender FASEADAMENTE e de modo CONGRUENTE, com muitas idas e vindas. O poder de educar, entre outras coisas, consiste em falar sem concluir tudo, deixando algumas pontas soltas no ar para que o aluno desenvolva suas consciência e personalidade.

Educar é a Arte de parturejar bom caráter, personalidade sã e conhecimento.

É tão complexo o estudo à sério das palavras MÍSTICO, ESOTÉRICO e OCULTO como ADJETIVOS na história do Ocidente que nossos alunos do curso CRISTIANISMO HETERODOXO E INICIÁTICO estão estudando-as há 4 meses sem no entanto abarcar todas as variantes e desdobramentos dela. No mínimo, perceberão que o assunto é sério e aprenderão a guardar silêncio e a não emitir opinião sobre o que não conhecem nem dominam em profundidade.

Não há como falar em MISTICISMO, ESOTERISMO e OCULTISMO como SUBSTANTIVOS sem antes ter estudado suas raízes como ADJETIVOS. Os santíssimos ratos gambozinos querem inverter essa lógica e mais, querem dizer que as palavras se igualam, ou seja, que um ADJETIVO é um SUBSTANTIVO e, vice-versa.

Sobre ESOTERISMO e TRADIÇÃO ORAL:

“A tradição oral na Filosofia Antiga foi muito mais importante do que a tradição escrita, justamente porque a tradição oral, esotérica, se passa de discípulo a discípulo, enquanto que a tradição escrita sai da esfera do autor e roda o mundo sem ter quem as defenda. Esta é a posição de Sócrates no Fedro. Nem Sócrates, nem Pitágoras, nem Pirro, nem Tales deixaram nada escrito. Isso foi proposital.” Rochelle Milovic

A lógica dos santíssimos ratos gambozinos é a seguinte: a Igreja proíbe o estudo da Astrologia. Mas, qual delas? Há vários tipos de Astrologia. Na visão dos santíssimos, todas as variantes foram proibidas e todas se equivalem.

O que os santíssimos não consideram são os seguintes detalhes: 1)Vamos considerar que a Igreja tenha proibido TODAS as variantes de Astrologia. Por conseguinte NENHUM padre poderia infringir a regra, certo? Ocorre que os JESUÍTAS ( e não só) em Portugal sempre ensinaram Astrologia no Colégio de Santo Antão, mesmo a proibida (a Judiciária e a Mundial).


2) Oras, dentro da história o fato de uma coisa ser proibida NÃO impede sua existência nem sua atividade, seja ela subterrânea ou de superfície, oculta ou aparente.

3) Assim, o ato de “transgressão” existe, está inserido na história, tornou-se um FATO HISTÓRICO, um FATO CULTURAL. Portanto, o estudo é sobre o FATO HISTÓRICO, o FATO CULTURAL.

Assim, os santíssimos gambozinos dizem que quem estuda uma “transgressão”que tornou-se um FATO HISTÓRICO, um FATO CULTURAL transforma-se, automaticamente, num transgressor. A lógica é: se alguém estuda a Rebelião de Lúcifer é luciférico. Ou seja, Lúcifer não pode ser estudado nem como FATO HISTÓRICO, nem como FATO CULTURAL sob pena de o estudioso transformar–se em adepto de Lúcifer.

Os santíssimos gambozinos querem ensinar Conhecimento ANULANDO da História os seus FATOS aceitos ou proscritos, aparentes ou ocultos. Para eles, somente os comunistas adotam linha sócio-educativa como engenharia social. Resta saber que nome dão ao que estão propondo.

Imagem: Banner do curso presencial Cristianismo Heterodoxo Iniciático ministrado na sede do IMUB

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