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AMULETOS da Tradição Luso-Afro-Brasileira – ASPERSÃO

Borrifar, tomar ou deitar borrifos é simulacro de banho ritual. Em muitas localidades, na noite de S. João (à meia-noite ou obrigatoriamente antes do sol nascer) aqueles para quem é impossível ou impraticável o banho santo (a água de São João é santa), entretêmse a aspergir os membros da sua comunidade com água de alguma fonte ou com orvalho (orvalhadores). A aspersão é uma das utilizações mais comuns da água benta, terminando quase todas as bênçãos do Ritual com uma aspersão. Aquela que se realiza antes da missa dominical (costume franco do séc. IX) tem por objecto recordar aos fiéis o baptismo que receberam no Domingo da Ressurreição. O Cortejo do Penico, que se realiza em Ribamar (Santo Isidoro, Mafra) pelo São João, parece participar do mesmo simbolismo. O aspergillum é, frequentemente, um simples ramo de ervas, com o qual se asperge com água (de preferência benta) um objecto que se deseja consagrar. Em Cinfães, para talhar o anzar a benzedeira molha um ramo de funcho em água fria, aspergindo com ele o doente, após o que queima o ramo.

Fragmento do livro AMULETOS da Tradição Luso-Afro-Brasileira de Manuel J. Gandra

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