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O IMPÉRIO E O PROJETO DA CONSTRUÇÃO DA MENTALIDADE REVOLUCIONÁRIA NO BRASIL VIA INSTITUIÇÕES CULTURA

Em que momento a história do Brasil começou a ser reescrita e deformada? Pode-se dizer que o ano 1822 é um marco, pois, firma-se um conjunto de textos produzidos no Brasil apresentando alguns “modelos” de escrita adequados à narrativa revolucionária (maçônica e não só) que tomou conta do país depois da Independência. Tais demandas eram articuladas e estreitamente vinculadas ao projeto de afirmação do Império do Brasil e do nova elite que o implantou e dirigia.


Em 1838 é criado o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) por um grupo de integrantes da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, sob a liderança do cônego Januário da Cunha Barbosa e do marechal Raymundo José da Cunha Mattos, ambos maçons. Coube ao IHGB ser o ESPAÇO PRODUTOR NA NOVA HISTÓRIA PÁTRIA e da NOVA IDENTIDADE NACIONAL. Coube ao IHGB o estabelecimento do que seria uma “nação civilizada”, de acordo com os padrões culturais fixados durante o Oitocentos pelos movimentos revolucionários. Para tanto, os conceitos de “cultura”, de “pátria” e de “civilização” foram construídos por intelectuais em diversos setores. À frente temos Karl Friederich Von Martius (in: “Como se deve construir a história do Brasil”). A destruição da Alta Cultura lusobrasílica iniciou nessa fase.

“O papel do Instituto Histórico consistia na elaboração da história nacional, processo por meio do qual se instituiriam mitos de origem e pais fundadores, realizando-se o amálgama de acontecimentos e personagens até então desconexos entre si, transformando-os em uma totalidade lógica e coerente, que fornecesse a identidade nacional.”( Adjovanes Thadeu Silva de Almeida).

Sem sombra de dúvidas o IHGB é uma instituição sólida e importante dentro da cultura nacional. Mas, igualmente é o responsável pela fabricação de uma história anômala e falaciosa, comprometida com um projeto ideológico e revolucionário.

O Brasil de hoje é tributário deste projeto revolucionário do século XIX.

Imagem: Largo do Paço Imperial, onde funcionava, em uma sala, a primeira sede do IHGB. Litogravura (17,4 x 26,5 cm) de I. Ludwig e Briggs (colaboradores), 1845-1846. Domínio público.

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