Quem Descobriu o Brasil foi uma ORDEM INICIÁTICA, a ORDEM DO TEMPLO DE PORTUGAL

Quem Descobriu o Brasil foi uma ORDEM INICIÁTICA, a ORDEM DO TEMPLO DE PORTUGAL:

[…] A expansão portuguesa não foi, nem fruto do acaso, nem um feito político da Coroa ou de cortesão esforçados, antes a missão de uma Ordem iniciática.

Motivada por expectativas milenaristas e messiânicas coletivas, sincreticamente compendiadas no Auto do Império, a gesta marítima lusa resolve-se na demanda do Paraíso Perdido, esse Centro Espiritual supremo só alcançável, garantem-no escritos espirituais medievos como o Conto do Amaro, a Navegação de são Brandão, o Livro de José de Arimatéia e o Orto do Esposo, pelo nauta audaz que, em demanda do seu destino, embarque nas naus da iniciação e empreenda a travessia do Oceano da Alma, modelo dos oceanos do mundo, para dilatar Fé e Império.”

Manuel J. Gandra, in: O PROJECTO TEMPLÁRIO E O EVANGELHO PORTUGUÊS, 2013.


SOBRE O BRASIL
Anna Maria Dutra de Menezes de Carvalho in: As Brasilíades (1997):

[…] É difícil atingir o mistério sagrado
que envolve o Brasil em oculta intenção
perguntar qual Missão, intuir qual mestrado
ilumina o futuro desta nossa nação.
E quando este gigante de repente acordar
vão rugir pororocas, vão cantar minuanos
e os mitos secretos e os tesouros do mar
surgirão nos espaços, sagrados, profanos,
e será revelado em seu credo abismal
o silêncio de Deus, pela voz da verdade
e o Brasil transmutado, paraíso ideal
será Ele, só Ele, por toda a eternidade! […]


O primeiro nome do Brasil TERRA DE VERA CRUZ deve-se ao fato de ser o Brasil posse da ORDEM DE CRISTO, cujo símbolo era a VERA CRUZ.

Consigna Tito Lívio Ferreira (in: O Brasil e a Ordem de Cristo, 1980, p. 57) sobre o nome TERRA DE VERA CRUZ atribuído ao Brasil:

“Alí não foi hasteada a bandeira do Rei, a bandeira da Coroa Portuguesa, mas, a bandeira da Ordem de Cristo, porque esse patrimônio lhe fora adjudicado pelos Papas Martinho V, Nicolau V e Calisto III, no século XV.[…] O fato de a terra descoberta em 1500 receber o nome de Província de Santa Cruz está explicado”.


O Brasil NÃO ERA patrimônio da Coroa Portuguesa, mas, sim a ORDEM DE CRISTO, herdeira e sucessora autêntica e legítima da ORDEM DO TEMPLO DE PORTUGAL. É, precisamente, a frota da ORDEM DE CRISTO que chega para TOMAR POSSE PÚBLICA do Brasil em 22 de Abril de 1500.


A historiografia dominante no Brasil cita, via de regra, três registros sobre os DESCOBRIMENTOS MARÍTIMOS em 1500:

Relação do Piloto Desconhecido, Carta do Mestre João e a Carta de Pero Vaz de Caminha.

Além disso firmou-se o hábito de supervalorizar a Carta de Caminha em detrimento de outros documentos, entre eles a Carta do Mestre João Faras, o cronista oficial da Coroa Portuguesa, cuja carta sucinta já é de per si, enigmática, dado que supostamente estão vindo e descobrindo pela primeira vez as terras brasileiras. Destaco na Carta a parte onde Mestre João cita que o Brasil já era CONHECIDO DE PORTUGAL:

[…]Quanto, Senhor, ao sítio desta terra, mande Vossa Alteza trazer um mapa-múndi que tem Pero Vaz Bisagudo e por aí poderá ver Vossa Alteza o sítio desta terra; mas aquele mapa-múndi não certifica se esta terra é habitada ou não; é mapa dos antigos e ali achará Vossa Alteza escrita também a Mina[..].

Este mapa de Pero Vaz Bisagudo é mapa muito antigo de posse dos Templários.


Outro documento que mostra que o Brasil já era conhecido por Portugal antes de 1500 é o LIVRO DE MARINHARIA de João de Lisboa (c.1470-1525). Sobre o autor e a obra fala inclusive Francisco Adolfo de Varnhagen:

“Consignemos porém de passagem que com o Magalhães ia o piloto portuguez João de Lisboa, que já no Brazil havia estado antes, e que escreveu um livro sobre marinharia, cujo aparecimento seria talvez de trascendente importancia para a historia geographica.”

O mapa de João de Lisboa apresenta a América, o Brasil, o Estreito de Magalhães, o Japão, Nova Guiné, a América Central, o Peru, etc, localidades ocupadas pelos portugueses de acordo com o Tratado de Tordesilhas (1494). Os mapas de João apresentam algumas “singularidades”, entre elas: 1) o fato de referirem-se a presença portuguesa no Peru, algo que não aparece em nenhum registo histórico oficial; 2) apresentam o Estreito de Magalhães, descoberto somente em 1520.


A historiografia brasileira refuga como boi bravo diante da chamada POLÍTICA DE SIGILO DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES, tese poderosa e consolidada de Jaime Cortesão. Cortesão, e outros, afiançam que o Brasil já era conhecido de Portugal, e era. Na Armada de Pedro Álvares Cabral estava presente Duarte Pacheco Pereira, autor do ESMERALDO DE SITU ORBIS e uma das testemunhas que assinaram o Tratado de Tordesilhas.

Oras, Duarte Pacheco Pereira, é precisamente, um dos nomes ligados a um suposto descobrimento do Brasil pré-Cabralino. É mais do que certo que por esta data já se tinha, na Europa, o conhecimento da existência de terras a leste da linha do Tratado de Tordesilhas.

É Pacheco Pereira o grande comandante da Armada de Cabral. É a grande e ilustre figura raramente citada e que conhece com perfeição a Terra de Vera Cruz.


Pero Vaz de Caminha NÃO ERA o cronista oficial da Coroa Portuguesa na época dos DESCOBRIMENTOS. O cronista era o MESTRE JOÃO FARAS.

A Carta de Caminha conservou-se inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Foi descoberta, em 1773 por José de Seabra da Silva e publicada pelo historiador Manuel Aires de Casal na sua “Corografia Brasílica” (1817). Por conseguinte, a Carta de Caminha NÃO pode ter sido o documento utilizado pela Coroa Portuguesa para planejar ações no Brasil.


A ESFERA e DEUS segundo Camões (Lusíadasm Canto X):

80-“Vês aqui a grande Máquina do Mundo,
etérea e elemental, que fabricada
assim foi do Saber, alto e profundo,
que é sem princípio e meta limitada.
Quem cerca em derredor este rotundo
globo e sua superfície tão limada,
é Deus: mas o que é Deus ninguém o entende,
que a tanto o engenho humano não se estende”


Continuando sobre os DESCOBRIMENTOS MARÍTIMOS.

Além de Duarte Pacheco Pereira que insere sigilosamente os estudos do Quadrivium na sua obra ESMERALDO cito autores/cronistas portugueses estudiosos de Gramática (Trivium)
que fizeram os enlaces da Língua Portuguesa com o Império:

1) João de Barros Gramática da língua portuguesa (1540) e Décadas da Ásia (publicadas a partir de 1552);
2) Pero de Magalhães Gândavo, Regras que ensinam a maneira de escrever e a ortografia da língua portuguesa (1574).

Depois de Gândavo os cronistas que fizeram a composição fônico-morais:
3) Gabriel Soares de Sousa, Tratado descritivo do Brasil(1587);
4) Ambrósio Fernandes Brandão, Diálogos das grandezas do Brasil.(1618);
5) fr. Vicente do Salvador, História do Brasil (1627);
6) pe. Antônio Vieira, Sermões (1662);
7) pe. Simão de Vasconcelos, Crônica da Companhia de Jesus do Estado do Brasil. (1663).

A história da Coroa Portuguesa que inunda as narrativas dos livros escolares no Brasil é uma FRAUDE de proporções astronômicas.


A historiografia nacional inventou sandices imensas sobre os DESCOBRIMENTOS MARÍTIMOS. Fato rarissimamente enunciado é o que aponto abaixo.

No tocante a obra ESMERALDO DE SITU ORBIS cabe mencionar uma singularidade altamente ilustrativa: Duarte Pacheco Pereira menciona 1 única vez Sacrobosco e o seu “Tratado da Esfera”. Esta citação aparece no Capítulo 1 do Livro IV, juntamente com uma referência ao De Situ Orbis de Pompônio Mela e outra a Plínio. Mas, apesar de ser esta a única citação do nome de Sacrobosco e do título-da sua obra, a verdade é que através do texto de Duarte Pacheco Pereira encontramos uma dúzia de passos em que a influência do “Tratado da Esfera” é bem nítida. Esses dados foram muito bem estudados por Joaquim Barradas de Carvalho in: “As Fontes de Duarte Pacheco Pereira no Esmeraldo de Situ Orbis”

O que é o TRATADO DA ESFERA? O “Tractatus de Sphera” foi composto particularmente para a última disciplina do Quadrivium, seguindo seus métodos, buscando integrar por intermédio das referências de autores paradigmáticos da disciplina com aqueles das outras, Euclides, Teodósio, Aufragano do quadrivium; Virgílio, Lucano e Ovídio do Trivium. Nos estudos do Trivium se situavam os estudos de Gramática, Retórica e Dialética; no Quadrivium os de Aritmética, Música, Geometria e Astronomia.

Junte-se a isso, o fato de vários cronistas dos DESCOBRIMENTOS serem altíssimos estudiosos de Gramática para se perceber que alguns homens que compunham os quadros da Coroa Portuguesa no tocante às matérias dos DESCOBRIMENTOS MARÍTIMOS não eram simples portugueses tamanqueiros, ao contrário. Na Europa desta altura do ESMERALDO os estudos do Trivium e do Quadrívium já estavam praticamente abandonados e condenados. No entanto, a Coroa Portuguesa segue esse modelo de ensino da Escolástica nos séculos seguintes.

Mas, permanece outro enigma: o que é a ESFERA? Talvez Camões (Canto X, 76-81) nos dê um vislumbre do tema:

76- “Faz-te mercê, barão, a Sapiência
Suprema de, cos olhos corporais,
veres o que não pode a vã ciência
dos errados e míseros mortais.
Segue-me firme e forte, com prudência,
por este monte espesso, tu cos mais.”
Assim lhe diz e o guia por um mato
árduo, difícil, duro a humano trato.

77-Não andam muito que no erguido cume
se acharam, onde um campo se esmaltava
de esmeraldas, rubis, tais que presume
a vista que divino chão pisava.
Aqui um globo veem no ar, que o lume
claríssimo por ele penetrava,
de modo que o seu centro está evidente,
como a sua superfície, claramente.

79-Uniforme, perfeito, em si sustido,
qual, enfim, o Arquétipo que o criou.
Vendo o Gama este globo, comovido
de espanto e de desejo ali ficou.
Diz-lhe a Deusa: “O transunto, reduzido
em pequeno volume, aqui te dou
do Mundo aos olhos teus, para que vejas
por onde vás e irás e o que desejas.”

80-“Vês aqui a grande Máquina do Mundo,
etérea e elemental, que fabricada
assim foi do Saber, alto e profundo,
que é sem princípio e meta limitada.
Quem cerca em derredor este rotundo
globo e sua superfície tão limada,
é Deus: mas o que é Deus ninguém o entende,
que a tanto o engenho humano não se estende”


Hoje, 22 de Abril, é o dia não do DESCOBRIMENTO do Brasil, mas, sim da TOMADA DE POSSE do Brasil por Portugal que já era conhecido da Coroa há muito tempo.

Documentos sobre isso? Há vários. Nenhum aceito pela historiografia dominante do Brasil, claro. Inclusivamente o famoso livro ESMERALDO DE SITU ORBIS, do cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira. O título “Esmeraldo de situ orbis”, significa “O tratado dos novos lugares da Terra, por Manuel e Duarte”. Que “novos lugares” são esses se não havia sido descoberto nenhuma nova terra? O Esmeraldo é um minucioso relato das viagens de Duarte Pacheco Pereira não só ao Brasil, bem como à costa de África.

Em relação ao DESCOBRIMENTO do Brasil, no segundo capítulo da primeira parte temos o seguinte trecho:

“Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados.”

A obra menciona a costa do Brasil e a abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata lam), nela existente. Mas, antes dela, já os CONTOS DA CANTUÁRIA (1386) de Geoffrey Chaucer mencionam claramente o comércio de BRASIL DE PORTUGAL. Quem fazia este comércio? Os Templários Portugueses.

Jaime Cortesão tem um belíssimo estudo sobre os verbos ACHAMENTO e DESCOBRIMENTO, palavras pouco usuais à época e que constituem uma das chaves de assunção para se perceber parte da chamada Política de Sigilo dos Descobrimentos Marítimos Portugueses.

LINK para obra: http://purl.pt/21999

22 de abril de 2017

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