CULTURA SIMBÓLICA – MILENARISMO – Loryel Rocha

Imagem: Guerra do Contestado

 

Os estudos e pesquisas sobre a temática do Milenarismo cobrem uma ampla área envolvendo várias disciplinas, entre elas: História, Filosofia, Política, Religião, Economia, Antropologia, Teologia.

MILÊNIO refere-se ao Tempo que se desenrolará após o Fim dos Tempos, quando a Velha Serpente, será acorrentada. A palavra, derivada do latim “Millenium”significa “Mil Anos”. O MILÊNIO se enquadra em uma constelação de imagens, símbolos e culturas: Armagedon, Segundo Advento, o Messias, o Mahdi, o Encoberto, o Cristo de Aquárius, Maytreia, o Arrebatamento, o Anticristo, o Dia do Senhor, o Imperador dos Últimos Dias, a Mulher Vestida de Sol, o Novo Céu e a Nova Terra, a Nova Jerusalém, a Besta, etc. O MILÊNIO está diretamente ligado com o Apocalipse de São João, na vertente jucaica e cristã. No entanto, fora desse âmbito, noutras Culturas encontramos igualmente a temática do MILENARISMO. Há inúmeros movimentos sociais e revolucionários MILENARISTAS, tais como: Pentamonarquistas, Quiliastas, Anabatistas, Contestado, Canudos, Sebastianismo, Amaureanos, Anarquismo Místico, Anabatismo, Taboritas, a Doutrina do Livre-Espírito, Teologia da Libertação, Igreja Popular movimentos afins, etc.

A história dos povos está imersa em raízes visionárias. Estudá-las requer aceder à fontes míticas e místicas, símbolos, signos, psique nacional, profetas e profecias, etc.

Portugal é um pais onde esse temática deitou raízes profundas, desde o início da nacionalidade. No Brasil, não foi diferente. Inúmeros movimentos milenaristas podem ser vistos, inclusivamente com claras e estreitas conexões com a política-partidária. Como exemplos paradigmáticos disso, o Caudilhismo de Getúlio Vargas e a criação do PT. O momento político atual do Brasil de modo algum pode ser “lido” ou entendido sem essa face que lhe sustenta e dá valor. Face essa QUASE NUNCA aceita pelos “conservadores” ou de “direita”, mas, plenamente consabida e cultivada por toda a esquerda nacional e internacional. Quanto a isso, os livros de frei Betto (“Fidel e a Religião”, “Paraíso Perdido”, a série “Catecismo Popular”, 4Vol.) ilustram bem a consciência que a esquerda tem sobre o fato e a missão que encarna para si nesse sentido. Concerne citar “Igreja Popular” de Dom Boaventura Kloppenburg O.F.M. obra que descortina a chaga profunda implantada dentro da Igreja Católica ameaçando a identidade da própria igreja conhecida como “igreja popular” a igreja revolucionária milenarista alinhada com o comunismo mundial.

TODOS os vídeos e posts que o IMUB faz nesse sentido são, TODOS eles diretamente vinculados à CULTURA SIMBÓLICA, jamais tratam de política e ou religião pura. Um pais onde CULTURA SIMBÓLICA é confundida ou reduzida a História, Filosofia, Política, Religião, Economia, Antropologia, Teologia, atesta perfeitamente o grau de ignorância em que se encontra.

12 de fevereiro de 2017

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