EMBLEMAS E LEITURA DA IMAGEM SIMBÓLICA NO PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA – Livro de Empresas

Os livros de empresas são, em regra, e à semelhança dos bestiários e lapidários medievais, autênticos repositórios de portentos e curiosidades pitorescas, bebidas tanto nos clássicos, quanto em eventos coetâneos dos respectivos autores.
A vasta literatura sobre empresas, difundida pelas cortes dos monarcas franceses Carlos VIII e Luís XII, designadamente a partir da invasão francesa da Itália, tornando-a uma verdadeira filosofia do cortesão, representa o triunfo do conceito e do engenho na escrita.
Diversas foram as explicações avançadas quanto à origem da empresa: Menestrier considerou-a italiana, Juan de Horozco (1589) di-la originada nos signa dos estandartes romanos, distinguindo-a da divisa e alegando que esta foi originalmente distintivo pessoal, posteriormente convertido nos brasões hereditários, enquanto a empresa, sendo igualmente pessoal, manifesta algum propósito que, por constituir o objecto de um empreendimento, adquiriu a designação que usa.
Paolo Giovio e Pierre Le Moyne são apontados como os responsáveis pela definição e consagração das regras compositivas da empresa. O gosto renascentista pela elaboração de empresas, como exercício de agudeza, seria reiteradamente preconizado pela teoria barroca da metáfora, tornando-se parte indissociável das opções estéticas do conceptismo.

 

Fragmento da publicação EMBLEMAS E LEITURA DA IMAGEM SIMBÓLICA NO PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA – ESQUISSOS PARA UMA EXPOSIÇÃO VIRTUAL, de Manuel J. Gandra

12 de julho de 2017

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