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O DESMONTE DA MENTIRA DA "LENDA NEGRA" POR ALFONSO BORREGO, BISNETO DO APACHE JERÓNIMO

Neste vídeo, Alfonso Borrego, bisneto do apache Jerónimo, ganhador do Prémio Hispanidad-Capitán Etayo (2022) juntamente com José Javier Esparza, fala sobre a verdade histórica ocultada e manipulada há séculos pelos ingleses e americanos cujo objetivo é destruir a presença e atuação das Coroa de Espanha católica na construção da cultura e da nova civilização das Américas.

Foram os anglo-saxões os responsáveis pelo extermínio dos indígenas americanos, e não os espanhóis. Os ingleses exterminaram todos os índios desde Montana, Colorado, Novo México, Utah, Arizona, Nevada, Califórnia, Texas, Flórida. Nesse genocídio em massa, Plymonth Rock (destino final do Mayflower) é um marco.

A "lenda negra" é uma fraude historiográfica inventada no século XIX. O termo foi usado pela primeira vez pelo escritor francês Arthur Lévy em sua obra "Napoléon Intime", em 1893. De cariz anti-espanhol cria o esteriótipo que a Coroa Espanhola (católica) era, essencialmente, malígna. O nome "lenda negra" foi propositalmente escolhido como um desdobramento infernal da vida santa descrito no famoso livro "Lenda Dourada" ("Legenda aurea ou Legenda sanctorum), uma coletânea de narrativas hagiográficas- dos Santos-, escritas como "exemplum" de Virtude e de Vitória do Espírito, reunidas por volta de 1260 pelo dominicano e futuro bispo de Gênova Tiago de Voragine e que se tornou um sucesso durante a Idade Média.

Assim, uma vez que as Coroas Peninsulares fizeram o povoamento das Américas Espanhola e Portuguesa (que nunca foram colónia) com o auxílio da Nobreza Eclesiástica na evangelização e não só, ao atacar o modelo da vida dos Santos, busca-se descredenciar a ação missionária dos Reinos católicos, transformando-os em meras brutalidades.

A propaganda anti-política espanhola (e portuguesa), desde o século XVI, encetadas pelas Coroas não Peninsulares foi num crescendo até que, no século XIX, com advento da História como disciplina acadêmica, esse viés viesse a se consolidar. E o que essa propaganda combate? Basicamente, o projeto cristão levado a cabo pelas Coroas de Espanha e Portugal.

À guisa de exemplo, abaixo, uma gravura de propaganda de 1598, de Theodor de Bry, supostamente retratando um espanhol alimentando seus cães com crianças indígenas. As obras de De Bry são características da propaganda antiespanhola que se originou, supostamente, como resultado da Guerra dos Oitenta Anos.

Na Espanha e nas Américas (infelizmente o Brasil ainda não entra nessa batalha) temos muitos acadêmicos que tem se empenhado em desmontar a mentira histórica, criminosa que a Espanha e Portugal tiveram colónias. É preciso entender o texto e o contexto dessa propaganda, para combatê-la veementemente.

Os espanhóis e os latino-americanos tem demonstrado uma coragem que nem Portugal nem o Brasil têm disposição para ter. E, em que pese a rixa histórica entre Portugal e Espanha e o desdém do Brasil para com Portugal, tal atitude só tem a acrescentar mais perda para todos nós.


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